sábado, 19 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...Parte IV

Manuela liga a TV, lembra-se o quão está sozinha, aquele mês de solidão complexa estará lhe fazendo mal. Na TV imagens sem sentido, beijos, declarações de amor, lembrou que nunca dissera, de verdade, seus sentimentos. Para ela os seus sentimentos, eram seus, ninguém poderia invadi-los. Já o Beto expunha seus sentimentos com muita facilidade, com três meses de namoro ele ousara a dizer a frase que Manuela teve mais medo na vida: EU TE AMO...
Por que está frase dava tanto medo assim?
[...]

Manuela decide ligar:

-Alô (voz tremula)
-Manu?!
-Que foi Beto?!
-Desculpe ligar...não consigo...
-Como assim...Não consegue oque?
-Lhe esquecer...
-Beto tchau!
-Tow na sua porta!
-Beto tchau!
-Manu eu nunca te esqueci!
-Beto...Tem 8 meses que acabamos, não nos falamos, mal damos boa noite uma ao outro...e você vem me dizer que não me esqueceu!
-Deixa eu entrar novamente na sua vida!
-Agora já é tarde!....
[...]

domingo, 6 de abril de 2008

Momentos (depois voltaremos a Estória)

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim,
me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é
saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo
quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao
meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a
absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha
os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que pareço ser...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
lhe importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com esse alguém, mas se um dia isso acontecer, quero
ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem
humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será
outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em
maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a esse alguém, de
poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem
ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais
pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer à pessoa que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar a esse alguém, que a vida é
bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!

MÁRIO QUINTANA

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...Parte III

Manuela andava de um lado para o outro, como agir com tal situação?
Beto, a pessoa que a mais fez sofrer, lhe pedindo ajuda. Realmente o mundo dá voltas, outrora, as ofensas diretas faziam parte da vida desses dois e agora sua cabeça gira num turbilhão de sentimentos.
Fuma outro cigarro, lembra-se que se ele estivesse na sua presença, o quão estaria implicando com seu vício. Olhou a fumaça do cigarro, que fazia espirais sobre o ar fazendo uma dança a fazendo lembrar dos piores momentos que esteve com essa pessoa, que na brincadeira com os amigos o denominava de "falecido".

Beto sempre foi uma pessoa impulsiva, ainda mais quando bebia. Lembrou-se de um dos episódios mais recentes em uma festa ele puxou uma amiga dela, que estava na sua frente dela, então começou a denegrir Manuela, sem nenhuma reação ela puxa a amiga, que sempre foi hiper delicada, mas a amiga tomou partido e então deu-se uma discurção, sorte que nem o namorado da amiga nem os amigos dela, estavam no momento, pois logo após todos queriam agredi-lo fisicamente e tudo isso porque um dos primos do Beto resolveu dá "em cima" dela. Este só foi um dos episódios, mais várias outras humilhações públicas e brigas, após o termindo, aconteceram...

Más oque será que ele queria...


Continua...


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...parte II

O fantasma do passado voltava a rondar a vida de Manuela...
Por que? Porque tal imagem a incomodava tanto?
Desligou o celular para não cair em tentação. Ligar para ter mais uma noite de sentimentos vazios... não bastava.

Olhou-se no espelho, gostava do que via, uma jovem de 26 anos, morena clara, uma franja sobre a testa, dando-lhe um ar infantil que enfeitiçava os homens, cabelo escuro e rosto de traços fortes. Um rosto com cicatrizes de sofrimento, de um acidente que tivera aos seus 18 anos, onde perdera o pai e a mãe.
Manuela era forte, quer dizer, mostrava-se forte a todos, tanto que onde chegava esbanjava alegria e vitalidade. Quem a conhecia nunca imaginaria que ela passava por tantos tormentos em sua vida e ela estava viva e tinha que agradecer.
Tomou banho, vestiu-se, gostava de passear somente de robbie por sua casa, a tal casa vazia de ar pesado.
O telefone toca, ela não está com a mínima vontade de atender, deixa que sua secretária eletronica atenda, afinal ela não está nem com vontade de ver o mundo, fora dos portões de sua casa.

-Deixe seu recado após o bip.- Como assim? Manuela conhecia aquela voz, a voz que tanto quis esquecer.-Alô...Manuca, aqui é o Beto...Preciso de você! Não estou bem...

Com que audácia ele ousa ainda ter seu número?! Manuela não acredita em tal situação.
O poço de alto-suficiência pedindo ajuda?

Continua...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...

Más uma vez ela adentra ao recinto...
Manuela já conhecia aquele lugar, o ar pesado, que inebriava o ambiente, cortinas entre abertas. A tarde naquele dia sinalizava mas um horrível dia de sol e os raios deste, sobre a mobília da sala, fazia com que as sombras formassem figuras grotescas nas paredes.
Ela entrou, mas uma vez se viu sozinha, como uma pessoa com tantos amigos, tanta vitalidade no olhar, se prostra à solidão? Coisas largadas pela sala, tira o sapato e vê aquele rosto pueril, sob uma moldura antiga, um rosto angelical, mas que passava muita insegurança, para os que olhavam, rosto de uma criança com medo...Será o medo do futuro que a aguarda?
Olha a foto novamente e grita para tal jovem --Cuidado a vida não é fácil! Acaba rindo do seu próprio comportamento.
Manuela pensa no que fazer tem uma casa só para ela, dinheiro, colegas de bebedeiras, homens... Tudo que uma jovem arquitecta bem sucedida pode querer, mas falta algo.
Olha o celular chamadas não atendidas, das mesmas pessoas de sempre, chamando para os mesmos lugares, com as mesmas caras, modelos de roupas, "chavecos" de noites inesquecíveis...más faltava algo para ela.
Não poderia ser normal, ter tudo mais não ter nada. Acende um cigarro, serve-se de uma bebida forte, olha o celular novamente, começa a olhar sua agenda com números antigos e vê o telefone dele, antigamente era só ligar que imediatamente ele aparecia com seu ar canastrão. Más agora é diferente, ela está diferente e falta algo...

Continua...