quarta-feira, 2 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...

Más uma vez ela adentra ao recinto...
Manuela já conhecia aquele lugar, o ar pesado, que inebriava o ambiente, cortinas entre abertas. A tarde naquele dia sinalizava mas um horrível dia de sol e os raios deste, sobre a mobília da sala, fazia com que as sombras formassem figuras grotescas nas paredes.
Ela entrou, mas uma vez se viu sozinha, como uma pessoa com tantos amigos, tanta vitalidade no olhar, se prostra à solidão? Coisas largadas pela sala, tira o sapato e vê aquele rosto pueril, sob uma moldura antiga, um rosto angelical, mas que passava muita insegurança, para os que olhavam, rosto de uma criança com medo...Será o medo do futuro que a aguarda?
Olha a foto novamente e grita para tal jovem --Cuidado a vida não é fácil! Acaba rindo do seu próprio comportamento.
Manuela pensa no que fazer tem uma casa só para ela, dinheiro, colegas de bebedeiras, homens... Tudo que uma jovem arquitecta bem sucedida pode querer, mas falta algo.
Olha o celular chamadas não atendidas, das mesmas pessoas de sempre, chamando para os mesmos lugares, com as mesmas caras, modelos de roupas, "chavecos" de noites inesquecíveis...más faltava algo para ela.
Não poderia ser normal, ter tudo mais não ter nada. Acende um cigarro, serve-se de uma bebida forte, olha o celular novamente, começa a olhar sua agenda com números antigos e vê o telefone dele, antigamente era só ligar que imediatamente ele aparecia com seu ar canastrão. Más agora é diferente, ela está diferente e falta algo...

Continua...

Nenhum comentário: