terça-feira, 12 de agosto de 2008

Rec[m]orte de uma ficção- Parte VI (continuação)

Natália olha com um ar inquisidor e de questionamento, sem entender o que ocorria naquele quarto escuro.
-Então você que é Natália, a namorada do Carlos?
-Não querido, você está enganado. Sou amiga dele.
Retruca Natália, enquanto Manuela se recompunha da crise de risos e do susto.
-Natália, garota, vamos descer!
-Onde estão os convidados?-Perguntou Manuela.
Natália entendeu que os dois queriam ainda conversar
-Amiga, estão todos explorando a casa e chegou mais duas moças aí.
-Acho que vou ficar curtindo a vista um pouco, estou precisando, nestante irei me socializar com os demais convidados.-Uma risada no canto do rosto se prostrou na face pesada de Manuela.
-Acho que vou descer também Manuela já que você quer ficar só...
Antes que o Hugo terminasse a frase, Manuela o interrompeu:
-Mas, se você quiser ficar tudo bem Hugo.
Natália refaz o ar questionador e dá de ombros.
-Vou descer... Aquelas mulequinhas podem começar a dar em cima de você sabe quem, né Manu ...
Todos riram e Natália antes de sair apenas pergunta:
Vocês querem as luzes apagadas ou acesas crianças??

terça-feira, 20 de maio de 2008

Rec[m]orte de uma ficção- Parte VI (continuação)

A noite estava realmente linda, o céu mostrava-se em toda a sua plenitude, parecendo que queria usar o reflexo do mar como espelho. Dayana chamou o Léo e a Natalia e foram a beira do "portãozinho" que dava para a praia.

Aquele dia estava sendo um misto de sentimentos para a Manuela, vontades, desejos, repulsas, saudades...Como tantos sentimentos podem pulsar com tanta intensidade no coração de alguem? Más agora ela gostaria de sentir tudo que estava evitando sentir no começo da tarde e do ar pesado da sua casa.
O vento que cortava seu rosto no carro, agora lhe acarinhava a face e os seus cabelos. Da varanda do quarto em que ela estava hospedada, a vista para todo o deck da piscina era belissima, sentiu a presença de alguem lhe observando, parou olhou para os lados não havia ninguem, mas, o quarto estava na penumbra, deixou para lá, era o cansaço. Tomou o ultimo gole do seu vinho enquanto olhava para o horizonte, uma mão pairou no seu ombro...
Um susto!
-Calma Manuela!
Era aquele homem de perfume inebriante, Hugo, com seu charme, quase debruçado em cima dela.
-Garoto! Você quer me matar de susto.
-Como vai?
-Agora assustada e você a quanto tempo heim?
-Andei fora do país.
-Nossa que interessante.-Realmente Manuela o achara bastante interessante.
-Acho que você nem lembra a ultima vez que nos vimos.
-Realmente Hugo, me lembro que você fazia academia com o Léo, mas isso tem muitos anos.
-Fazia jiujtsu.
Meu Deus! Realmente, Manuela esquecera completamente a origem daquele homem, só oque ela lembrava era de fatos isolados de comprimentos, quando ia buscar o Léo na academia e ele não tinha metade do charme que ele tem agora.
-Sim Dona Manu, se é que posso te chamar assim?
Hugo, neste momento olhava intensamente, nos olhos cor de mel de Manuela, então,
A luz se acende...
-Ooops, interrompi algo?- Natalia com seu jeito estabanado, volta a desligar a luz.
-Natalia, você é louca.- Diz Manuela, em crise de risos...

Rec[m]orte de uma ficção- Parte VI (continuação)

-Amiga, que carinha é essa?- Diz Dayanna já preocupada.
-O passado bateu na porta, literalmente, hoje. E não foi muito agradavél.- Responde Manuela com um ar de melancolia.
-Epa! Não quero lhe ver assim jamais. Minha amiga linda, maravilhosa, triste por causa de um passado sombrio?! JAMAIS! Você já viu os rapazes que chegaram? Até o Léo já está com ciúmes. Vamos beber, nos divertir, amanhã tem prainha e passado morto é passado enterrado.
Realmente passado é passado, Manuela abraça a amiga e subiram. Enquanto isso num outro canto da casa os garotos arrumam as compras para a festa que estava começando, vinhos, cervejas, bebidas de qualidade e burburinhos.
-Você viu?- Falava Marcos, enquanto pegava os pacotes pesados de cerveja.
- Se você está falando da amiga da Natalia, concerteza, mais o Hugo já está de olho, peraê Marcos! Será que não vem mulher pra gente não!? A conta está desigual!- retruca Bruno.
-Não se preocupe, que uma coisa que eu sei que o Carlos não vai deixar faltar na festa é esse item.
Então, aparece Carlos com a postura galante dele.- Deixarei faltar oque senhores? Não me diga que deixei passar algo.
-Não Carlos, a conta de mulher está desigual. O Hugo tá de olho na Manuela, você pelo que parece está com a Natália, se não me engano.- Pontua Marcos, com o seu já conhecido, olhar sinico.
-Senhores, eu não estou com ninguém, mas, vocês sabem que eu sempre estou. Mas voltando, digo-lhes, que chegaram mais duas ladies, então...divirtam-se.
Bruno para de carregar, a geladeira cheia, faz um semblante de curiosidade e diz:
-Onde está o Hugo?

[...]

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Rec[m]orte de uma ficção... parte VI (continuação)

Um carro esportivo adentra os portões da casa de Carlos, em seguida o carro de Dayana acompanhada pelo seu namorado Léo. Muita alegria e caixas de bebida, do primeiro carro saiem três rapazes o motorista chamava-se Bruno, não muito bonito, mais tinha seu charme, o segundo era Marcos uma graça onde ele chegava rodos riam e o terceiro...ops...Aquele era o Hugo?
Manuela nunca havia percebido o charme daquele homem, moreno claro, cabelo liso, covinha no sorriso. Realmente aquele final de semana estava parecendo que iria prometer e muito.
Dayana chega cheio de sorrisos e mãnhas, pequena mais com uma sabedoria enorme e o coração maior que o dobro dela. O abraço dela a conforta e o Léo também uma graça.
Ao entrar Dayana puxa logo Manuela para conversar. Apesar de Manuela transparecer uma energia irradiante, quando estava deprimida logo percebia-se...

domingo, 11 de maio de 2008

Rec[m]orte de uma ficção... parte VI

-Amiga e aí?!
Manuela toma um susto, com a entrada de supetão de Natália.-E aí, o que, Colega?-Manuela vira-se e se acomoda na bancada da pia, ela já imaginava que a história seria longa.
-Então você achou oque do rapaz? HODARA!(dialecto utilizado como interjeição. Aplicação na frase: HODARA TUDO POR ESTE HOMEM!)
-Muito bonito...tá esperando oque?
-Não sei, mais vamos ver.
Manuela ri da amiga, enquanto chega Carlos com três taças de vinho;-Um brinde!-Diz Carlos.
-Há que seria este brinde?-retrucou Manuela. Levantado a taça Carlos sorri e diz:
-A um final de semana que só está começando, a mais bela advogada e a mais bela arquiteta!
Brinde feito, o celular de Carlos toca;-Sim...chegaram...mande-os subir.
-Ladies, a festa pode começar!

sábado, 10 de maio de 2008

Rec[m]orte de uma ficção... parte V [continuação...]

A noite era fresca, Manuela não mais pensava nos sentimentos que assolavam sua mente à instantes atrás. Gostava de sentir o vento frio que cortava o seu rosto, enquanto o carro estava em movimento, olhou para a estrela mais brilhante, pediu um amor.
[...]
Carlos realmente era um moreno lindo e suas pernas faziam jus ao comentário da sua "fiel escudeira", que hoje se tornara a super heroína que lhe tirou da sua clausura e quase a defendeu do arque-inimigo. Percebia-se no ar o inebriamento de Natália pelo sorriso de Carlos, a cada palavra que ele dizia parecia que ela deslizava pela vogais e consoantes. A única reação de Manuela era sorrisos no canto da boca, até que Natália virou-se e perguntou:-Colega, aquele carro, que tava saindo quando eu cheguei, era do falecido?-Respondeu Manuela:- Num era oque?- Natália insistindo no assunto que ela percebia que a amiga naum queria tocar:- Carlos, aqueles seus amigos vão estar lá né!?- Carlos respondeu: Claro que sim...e o Hugo quando falei que vocês iriam, falou que conhecia a Manuela, poxa só eu que não te conhecia Manu.
Manuela realmente não estava afim de papo, acenou com a cabeça, fez que sim. Realmente ela conhecia o Hugo, ele era o famoso "amigo de um amigo" nada que a fizesse resgatar na memoria a imagem dele.
Chegaram na casa de Carlos, uma fachada explendida, vista para o mar, moveis rústicos, notava-se que era uma casa de solteiro, mais havia muitos quartos. Foram recepcionados por quatro cachorros enormes a Natália deu logo um grito, enquanto Manuela ja afagava-os. Carlos sorriu, quando viu o carinho de Manuela pelos cachorros, pegou as coisas no carro.
-Let's go Ladies!- Gritou Carlos com seu ar fanfarrão.-Levarei as senhoras aos seus aposentos.
Até agora Manuela não havia entendido se a Natália estava com o Carlos ou não, então quando ele colocou as coisas dela no mesmo que Manuela ela passou a entender que ainda estava rolando um "clima".
Enquanto o Carlos abria a casa, que parecia estár a mais de uma semana fechada, Manuela estava arrumando as coisas no banheiro da suite em que ela ficaria com a amiga, até que...

[...]

Rec[m]orte de uma ficção... parte V

Quando desligou o telefone, uma sensação indiscriminal de liberdade pairou, sobre o peito da protagonista.
Olhou pela janela, o véu da noite batera já a sua porta, o seu wiske acabara, a novela também e aquele homem parado e encostado no carro. O Beto definhara, não era mais aquele, pelo menos a imagem dele apodreceu na sua mente, ele acaba desistindo e arranca com o carro.
Imediatamente, Manuela pega se telefone e liga, para sua amiga, Natália:

Manuela:Natália como vai?
Natália: Colega!! Bora p/ praia!
Manuela: Como assim...
Natália: Pensa muito não, um "bofe" que tem as pernas iguais a de um jequitibá, vai me buscar agora, para passarmos a noite na casa dele com mais uma galerinha e amanhã... praaaaaaaia!
Manuela: Mas...
Natália: Se arruma que to passando.

Em seus momentos de tristeza, Natália sempre ligava, passavam horas falando besteira ou conversando com a Dayana. Natália era do tipo "morenassa", corpo perfeito, academia, uma advogada de renome na cidade e sua conselheira particular para saídas estratégicas e noites inesquecíveis, então concerteza, o programa do fim de semana, seria bom.
Manuela colocou somente coisas imprescindíveis, em uma pequena mochila, logo, Natália buzinou. Quando Manuela desceu no play, olhou para aquele homem no carro; -Meu Deus!- Ela pensou.
O mais belo sorriso à recepcionou e Natália de braços abertos a abraçou e cochichou no seu ouvido:
-Minha filha passe mal!
Realmente no momento só foi o que Manuela pensou.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

ATENTADO AO FAROL DA BARRA!




De tanto as pessoas esperarem umas as outras no Farol. O terrorista Osama Bin Laden, arquitetou novo atentado sobre um dos maiores pontos turisticos da bahia.
Quem guenta!?

sábado, 19 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...Parte IV

Manuela liga a TV, lembra-se o quão está sozinha, aquele mês de solidão complexa estará lhe fazendo mal. Na TV imagens sem sentido, beijos, declarações de amor, lembrou que nunca dissera, de verdade, seus sentimentos. Para ela os seus sentimentos, eram seus, ninguém poderia invadi-los. Já o Beto expunha seus sentimentos com muita facilidade, com três meses de namoro ele ousara a dizer a frase que Manuela teve mais medo na vida: EU TE AMO...
Por que está frase dava tanto medo assim?
[...]

Manuela decide ligar:

-Alô (voz tremula)
-Manu?!
-Que foi Beto?!
-Desculpe ligar...não consigo...
-Como assim...Não consegue oque?
-Lhe esquecer...
-Beto tchau!
-Tow na sua porta!
-Beto tchau!
-Manu eu nunca te esqueci!
-Beto...Tem 8 meses que acabamos, não nos falamos, mal damos boa noite uma ao outro...e você vem me dizer que não me esqueceu!
-Deixa eu entrar novamente na sua vida!
-Agora já é tarde!....
[...]

domingo, 6 de abril de 2008

Momentos (depois voltaremos a Estória)

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim,
me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é
saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo
quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao
meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a
absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha
os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que pareço ser...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
lhe importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com esse alguém, mas se um dia isso acontecer, quero
ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem
humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será
outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em
maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a esse alguém, de
poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem
ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais
pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer à pessoa que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar a esse alguém, que a vida é
bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!

MÁRIO QUINTANA

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...Parte III

Manuela andava de um lado para o outro, como agir com tal situação?
Beto, a pessoa que a mais fez sofrer, lhe pedindo ajuda. Realmente o mundo dá voltas, outrora, as ofensas diretas faziam parte da vida desses dois e agora sua cabeça gira num turbilhão de sentimentos.
Fuma outro cigarro, lembra-se que se ele estivesse na sua presença, o quão estaria implicando com seu vício. Olhou a fumaça do cigarro, que fazia espirais sobre o ar fazendo uma dança a fazendo lembrar dos piores momentos que esteve com essa pessoa, que na brincadeira com os amigos o denominava de "falecido".

Beto sempre foi uma pessoa impulsiva, ainda mais quando bebia. Lembrou-se de um dos episódios mais recentes em uma festa ele puxou uma amiga dela, que estava na sua frente dela, então começou a denegrir Manuela, sem nenhuma reação ela puxa a amiga, que sempre foi hiper delicada, mas a amiga tomou partido e então deu-se uma discurção, sorte que nem o namorado da amiga nem os amigos dela, estavam no momento, pois logo após todos queriam agredi-lo fisicamente e tudo isso porque um dos primos do Beto resolveu dá "em cima" dela. Este só foi um dos episódios, mais várias outras humilhações públicas e brigas, após o termindo, aconteceram...

Más oque será que ele queria...


Continua...


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...parte II

O fantasma do passado voltava a rondar a vida de Manuela...
Por que? Porque tal imagem a incomodava tanto?
Desligou o celular para não cair em tentação. Ligar para ter mais uma noite de sentimentos vazios... não bastava.

Olhou-se no espelho, gostava do que via, uma jovem de 26 anos, morena clara, uma franja sobre a testa, dando-lhe um ar infantil que enfeitiçava os homens, cabelo escuro e rosto de traços fortes. Um rosto com cicatrizes de sofrimento, de um acidente que tivera aos seus 18 anos, onde perdera o pai e a mãe.
Manuela era forte, quer dizer, mostrava-se forte a todos, tanto que onde chegava esbanjava alegria e vitalidade. Quem a conhecia nunca imaginaria que ela passava por tantos tormentos em sua vida e ela estava viva e tinha que agradecer.
Tomou banho, vestiu-se, gostava de passear somente de robbie por sua casa, a tal casa vazia de ar pesado.
O telefone toca, ela não está com a mínima vontade de atender, deixa que sua secretária eletronica atenda, afinal ela não está nem com vontade de ver o mundo, fora dos portões de sua casa.

-Deixe seu recado após o bip.- Como assim? Manuela conhecia aquela voz, a voz que tanto quis esquecer.-Alô...Manuca, aqui é o Beto...Preciso de você! Não estou bem...

Com que audácia ele ousa ainda ter seu número?! Manuela não acredita em tal situação.
O poço de alto-suficiência pedindo ajuda?

Continua...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Rec[m]orte de uma ficção...

Más uma vez ela adentra ao recinto...
Manuela já conhecia aquele lugar, o ar pesado, que inebriava o ambiente, cortinas entre abertas. A tarde naquele dia sinalizava mas um horrível dia de sol e os raios deste, sobre a mobília da sala, fazia com que as sombras formassem figuras grotescas nas paredes.
Ela entrou, mas uma vez se viu sozinha, como uma pessoa com tantos amigos, tanta vitalidade no olhar, se prostra à solidão? Coisas largadas pela sala, tira o sapato e vê aquele rosto pueril, sob uma moldura antiga, um rosto angelical, mas que passava muita insegurança, para os que olhavam, rosto de uma criança com medo...Será o medo do futuro que a aguarda?
Olha a foto novamente e grita para tal jovem --Cuidado a vida não é fácil! Acaba rindo do seu próprio comportamento.
Manuela pensa no que fazer tem uma casa só para ela, dinheiro, colegas de bebedeiras, homens... Tudo que uma jovem arquitecta bem sucedida pode querer, mas falta algo.
Olha o celular chamadas não atendidas, das mesmas pessoas de sempre, chamando para os mesmos lugares, com as mesmas caras, modelos de roupas, "chavecos" de noites inesquecíveis...más faltava algo para ela.
Não poderia ser normal, ter tudo mais não ter nada. Acende um cigarro, serve-se de uma bebida forte, olha o celular novamente, começa a olhar sua agenda com números antigos e vê o telefone dele, antigamente era só ligar que imediatamente ele aparecia com seu ar canastrão. Más agora é diferente, ela está diferente e falta algo...

Continua...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Primeira vez

Primeira vês que me ponho a escrever para um público...ou para mim mesma na net...
Complicado expor-se diante de pessoas que muitas vezes passará por desapercebido por "mais um blog chato na net!"
hum... mas não estou nem ai...quero escrever e não me preocupo...

Complicado vc querer gritar e ninguém ouvir... complicado é você rir, sangrando por dentro...
Complicado é viver no meio dessa paranóia urbana, em que nossas vidas se tornou...
Tudo tornou-se um imenso mar abissal de seres frios e complexos...onde a buscar de ser o outro é simplesmente mais importante...
Não sei porque escrevo isso...talvez somos um espelho de tal sistema em nos impusemos tais comportamentos...ou talvez somos realmente os tais "seres abissais".