sábado, 10 de maio de 2008

Rec[m]orte de uma ficção... parte V

Quando desligou o telefone, uma sensação indiscriminal de liberdade pairou, sobre o peito da protagonista.
Olhou pela janela, o véu da noite batera já a sua porta, o seu wiske acabara, a novela também e aquele homem parado e encostado no carro. O Beto definhara, não era mais aquele, pelo menos a imagem dele apodreceu na sua mente, ele acaba desistindo e arranca com o carro.
Imediatamente, Manuela pega se telefone e liga, para sua amiga, Natália:

Manuela:Natália como vai?
Natália: Colega!! Bora p/ praia!
Manuela: Como assim...
Natália: Pensa muito não, um "bofe" que tem as pernas iguais a de um jequitibá, vai me buscar agora, para passarmos a noite na casa dele com mais uma galerinha e amanhã... praaaaaaaia!
Manuela: Mas...
Natália: Se arruma que to passando.

Em seus momentos de tristeza, Natália sempre ligava, passavam horas falando besteira ou conversando com a Dayana. Natália era do tipo "morenassa", corpo perfeito, academia, uma advogada de renome na cidade e sua conselheira particular para saídas estratégicas e noites inesquecíveis, então concerteza, o programa do fim de semana, seria bom.
Manuela colocou somente coisas imprescindíveis, em uma pequena mochila, logo, Natália buzinou. Quando Manuela desceu no play, olhou para aquele homem no carro; -Meu Deus!- Ela pensou.
O mais belo sorriso à recepcionou e Natália de braços abertos a abraçou e cochichou no seu ouvido:
-Minha filha passe mal!
Realmente no momento só foi o que Manuela pensou.

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